Sábado, 1 de Outubro de 2011

just another nothing

E como os meus braços se encontram partidos mas em perfeito estado, e tenho as costas desfeitas, incapacitadas de sentir o toque, incapazes de serem olhadas com olhos de pena, fragilmente. E o meu corpo se encontra encolhido, porque honestamente eu não me importo mais, porque ser e não ser acaba por ser tudo o mesmo. Os meus dedos não suportam mais o frio dos dias de calor, nem a brisa da noite, e sinto os meus pés a tremer por saber que te estás a aproximar. Juntamente, sinto-me impotente e sei que nunca vou mudar, sei que me derrubaste para um ponto de choque, um ponto sem abrigo e tão incapaz de sofrer. Vou chegar a um ponto de extâse, a um ponto de entrega total, um ponto infinito, e aí, vou estar de tal maneira ligada que vou extoirar de tristeza, e o meu sorriso será convertido em lágrimas e o meu cabelo de ouro cairá tornando-se em pedra. Mudei, e tornei-me no para sempre. Ainda existo. Não vivo. E sinto-me impotente, apenas.


publicado por killua às 21:24
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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

nem sei

Estar aqui e não estar, sentir e não sentir. Como é ver o mundo de olhos bem abertos... mas no fundo saber que eles sempre premaneceram fechados. Como é fingir estar presente e ser algo mais do que eu sou, algo mais do que quem eu fingo ser, ser algo mais do que eu sou capaz de alcançar e ser parte de um puzzle dificil de desmontar. Tentar ser um raio de luz quando nada passa de uma falsa escuridão longinqua, em qual me perco. Perco, perco, perco, perco, perco, perco...

Talvez é porque não queira mudar. Estar para sempre neste modo inocente de viver... De portas trancadas e luzes fundidas, sem moedas nos bolsos nem uma caneta para compor.. Mas que ninguém me tire a voz. Voz com a qual posso expressar, com a qual posso abraçar o mundo mesmo sem me mover, voz com a qual posso fazer o mundo girar e se tornar num lugar melhor. Nem sei que aqui faço. Nada faço afinal. Eu não pertenço aqui. Sinto-me impotente. Apenas.


publicado por killua às 23:57
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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

i've found the paradox

Se eu não sou nada mais do que fraca, se eu não sou nada mais que uma figura inconsistente, se eu não existo... Porquê fingir? Que tenho um corpo bonito e que consigo voar á primeira tentativa, que consigo sonhar mais alto que os pássaros e cantar como se não houvesse amanhã? Não, porque não há nada mais do que um cûmulo incandescente, longo, infinito, dentro de mim. No meu peito há um grande buraco negro onde todo o tipo de coisas se escondem. Não consigo tocar o céu, afinal. Não consigo caminhar apreciar a vida, afinal. Não consigo ser nada mais do que nada, afinal. Nem uma migalha esquecida pelo caminho, ou um pedaço de tecido insignificante para a época. Sinto-me isolada e quebrada, de uma maneira irreversível. Sou uma estrada sem saída, um canto escuro, o final terrível. Não consigo a atenção de ninguém, a compreensão de ninguém.. De como é viver no obscuro, não tendo a possibilidade de fazermos algo por nós mesmos. Sinto-me impotente. Apenas.


publicado por killua às 23:03
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