Domingo, 17 de Abril de 2011

the day i started living without feelings

De maneira nenhuma, eu sinto. Houve um dia, em que deixei de viver com sentimentos. Deixei-os para trás. Afinal, que querem eles de nós? Que querem eles de nós, afinal? Seria um prazer perguntar-lhes. Então, um dia, convencida que era bonita o suficiente para os encantar, convidei-os a entrar, em minha casa. Na minha casa. É uma casa engraçada, é grandiosa. A sua cor é pálida, branco-sujo, mas branco-sujo não é cor. E a dona da casa herdou isso dela. Era uma casa tão antiga, que na entrada, havia um quadro enorme, de 1936, um retrato da casa. Tinha mudado muito. Antes, havia uma pequena estátua, no telhado. Agora a estátua encontra-se partida, a metade. Na rua passavam poucos carros, e carros antigos, de épocas passadas, que infelizmente já não se usam. Havia, dividindo a estrada do parque, um passeio, minimo. Agora, está cheio de árvores, e um dia até quase que caiu uma para cima da casa, quebrando apenas umas telhas que graças a Deus não cairam para o chão. Nessa altura, as árvores eram mais altas, mais estreitas, e eram nuas. Via-se no retrato também um banco, partido, com um ar maltratado. Esta casa, a minha casa, é um prodigio. É pena é que nem reparem muito nela, porque está escondida por arbustos, e outras plantas. A casa tinha mais de cinquenta janelas, todas prependiculares e enbelezadas. O edificio, por fora, nem parece grande coisa. Mas quando alguém entrada lá dentro, deixava as pessoas sem palavras. Estupefáctas, como se não acreditassem nos seus próprios olhos. Tinha três andares, umas escadas escassas, de 78 degraus no total. Possuía mais de quatro salas. E isso sim, é o mais importante. Os tectos da casa eram o mais elegante: nunca nenhum tecto fora feito com tanta precissão, e harmonia entre si. Pareciam perfeitos. Os quartos eram enormes, com espaço para mais de quatro camas. Do terceiro andar, a vista era lindissíma. Via-se todo o horizonte, para além do rio, das casas. Dava para ver a ponte, uma das tantas que foram construídas. Tinha um terraço, pequeno, mas com espaço suficiente para brincar. Nas paredes do terraço, havia desenhos feitos a tinta, e a marca do meu pé e da minha mão, para ver as mudanças daqui a dez anos. Era um sitio utópico. Imaginável, lunático. Um sitio bom para estar. Vivia lá com a minha mãe, e a minha avó. Também com a minha irmã, antes do grande desastre acontecer. A nossa familia era alegre. E mesmo não tendo uma figura masculina, éramos muito felizes. Tinhamos uma relação boa, comunicávamos entre nós, não havia medos. Tudo se mudou entretanto. A casa começou a envelhecer. A ficar com pó, a ficar com um branco-sujo, um branco-sujo tão sujo que quase era preto-não-sujo. Estava a desmorecer-se. Tudo. O dinheiro estava a escassiar, o tempo, estava a terminar. Nós já não falávamos como antes falávamos. Aliás, raramente falávamos. A beleza da casa começava a desvanecer-se, já não se via como antes se via, não se olhava como antes se olhava, não se pensava como antes se pensava. Estava um ambiente pesado. Um dia, ergueram-se as forças de novo, do nada, simplesmente, sim. Mandou fazerem-se obras na casa. Mas depois aconteceu o desastre. E não vos vou falar do desastre. O desastre derrubou-nos. A todos nós.

E deixei de viver sem sentimentos. Porque nós não mereciamos. Nunca fizémos nada para magoar, nunca magoámos, sempre ajudá-mos, até doámos algum dinheiro, uma vez. Quando passávamos por um mendigo na rua, ajudáva-mos. Eramos o estéreotipo de felicidade. Deixámos de o ser. Já não sabia como ajudar a minha familia, o que fazer. Era uma criança. Uma pita, armada em heroína. É isso, mesmo. Não mereciamos.

E agora pensem no que os sentimentos me disseram, depois de ver o nosso estado.

 

Acreditem ou não, a casa ali retratada é a minha casa. É a minha casa. Tem muitos quartos, estão todos convidados.

Estou a olhar para o retrato da casa enquanto escrevo isto.

-

E desculpem pelo post, mas estava na altura de deitar alguma coisa cá para fora. Não quero viver mais.


publicado por killua às 22:20
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

shadows all around you.

sim maria inês, tens razão, tudo o que digo/faço/olho, acaba em hugo.



publicado por killua às 22:39
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010

YAAAAAY ! 4400

Hello *---*

Amanhã vai ser a apresentação no colégio e guess what? Eu vou! Sozinha, porque a minha mãe não pode ir... But anyway, espero divertir-me!

Vou levar vestido só roupa da Holanda! Umas botas azuis, lindas lindas lindas (depois até posto uma foto! *-*) da New Yorker, um top rosa com flores da Vero Moda, umas calças cinzentas da ClockHouse *-*, e um casaco da H&M.. Sim, algumas lojas também há cá em Portugal mas comprei tudo lá! My god, quando comço a escrever nunca me calo!

Hoje de manhã acordei e fui ao Colégio. Too good, não vi ninguém da minha turma... Mas cruzei-me com a maior parte dos meus professores! O meu horário é horrível, no joke s: . . Segunda começo com 2 tempos de Matemática, um de EF, um de Francês - ALMOÇO - 2 tempos de Ciências Naturais, 2 tempos de Ciências Fisico-Quimicas.

OHMYFUCKINGGOD,

vou morrer !

But, okay, i'll try to have fun!

Mas não vos contei o pior... Quando entrei no colégio lembrei-me de tudo.

HUGO HUGO HUGO HUGO !!! Porque é que esse nome não me saí da cabeçaaaa ? ARGH , qualquer dia começo a tomar anti-depressivos :L

anyway, quando voltei do colégio ( depois de gastar a enorme quantia de 230 euros em livros .  . ) fui um bcd ao PC  .. depois fui fazer uma massage , oh yé! Eu adoro massagem .. e as minhas são de borla (aa) ..

Depois fui até ao Continente comprar o material escolar. B.O.R.I.N.G.! Mas vá, comprei tudo novo! xD

Depois posto fotografias  . . não tenho agora mais nada a dizer . .

 

APENAS DIZER QUE ESTOU A MORRER DE SAUDADES DA MINHA PIPI-SOFIA E DA MINHA MALVADA ! OH YEH , elas não me ligam nenhuma T.T

 

Já agora, já antiguimos os 4400 comentários! Será que conseguimos atinguir os 5000 antes do final do mês ? i'd love you forever (even more then what i already do!)

 

LOVE YOU

música: cherry bomb

publicado por killua às 22:35
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

dezanovedefevereiro

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alguns anos depois, here i am, para fazer um post.

well, bus, bus, bus, bus, bus.

 

E cheguei a' escola e os turnos tinham mudado, ou seja, eu agora ia ter ciencias em vez de ef, o que e' uma ganda merda -.-

 

tivemos a dar o sistema urinario, e a stora cada vez que falava nas partes mais intimas ouvia-se um burburinho vindo do fundo da sala e coise xD

 

depois tivemos a porcaria de fisica -.-

acho que prejudiquei a nena, porque ela sabia jogar volley BRUTALMENTE BEM e eu nao (H) (A)

 

Depois comi, uma coisa que agora nao me lembro, mas agora lembrei-me que foi comida mais precisamente arroz (-) e bifes (-).

 

 

No ingles M-A-T-E-I-M-E

pois, o stor deu os testes corrigidos mas sem nota, o meu era o unico com nota mas nao dizia a percentagem e eu tinha 2 perguntas erradas e depois o raio do homem, que eu odeio, e' horrivel, fala-se em coca-cola e ele fala meio ano o.o foi para ao pe' de mim enquanto corrigiamos e depois viu la' mais uma pergunta, que eu tive a confirmar que estava bem mas enfim -.-

e o pior e' que vou ter 97!!

e eu tive

 

 

96 - 96 - 98 - 97

 

 

 

eu sei, uma tristeza infinita.

 

pois, agora adeus.

 

música: all i ever wanted
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publicado por killua às 19:29
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