Segunda-feira, 22 de Julho de 2013

esta rotina é um trauma

Quero que me caia o mal todo do mundo para os ombros outra vez. Quero casar com a tempestade, quero querer sempre mais, quero chuva, sol, flores. Quero ser injusta, quero que tudo acabe rápido. Queria sair daqui e queria encontrar outra coisa. Está tudo a correr bem noutro sítio. Falta-me alguma coisa, falta-me alguém, tudo o que é bom está a acontecer muito longe daqui. Quero os sapatos todos do mundo, quero dinheiro e diamantes. Quero acima de tudo que esta hipocrisia me abandone, queria ter a capacidade de me importar com algo. Gostava de ter medo de passar a estrada, gostava que o bichinho que me auto-destrói me deixasse em paz. Queria paz e sossego mas quero ir a festas e beber e cair. Quero ouvir música até ao amanhecer, quero beijar um rapaz diferente todas as noites e esquecer-me dos seus nomes na manhã seguinte, mas queria um amor eterno. Queria conseguir dizer a coisa certa, que sempre que abrisse a boca tivesse um discurso fluído e confiante. Queria deixar de tropeçar em cada palavra que digo, queria ter uma postura elegante. Queria um ombro para chorar, quero alguém que me deixe chorar sem perguntar o porquê de estar assim. Quero ver filmes de terror sozinha no cinema, queria dinheiro para ir ao cinema. Quero provar todos os sabores do mundo, queria ter 40 quilos, ser tão magra que todos à minha volta teriam medo de me tocar. Queria deixar de me importar com a minha reputação. Queria ficar bonita quando sem roupa, queria não ter vontade de me esconder. Queria que o papel onde te escrevo cartas deixasse de estar manchado de gotas de sangue de momentos em que os meus impulsos são mais fortes que a minha vontade de ficar bem. Queria uma vida saudável, seja lá isso o que for. Queria conseguir ter uma letra fixa e gostava de conseguir fazer qualquer tipo de sentido. Queria beijos doces e dormir na praia dia sim dia não, acordar tarde mas ter sempre algo para fazer. Queria saber nadar. Queria tornar-me em tudo aquilo que sei que nunca poderei ser. O meu coração é demasiado pequeno para tantas ideias e sonhos. Não vejo mais um futuro para mim sem ser acabar com tudo. Não fiz nada do que queria mas não me parece que o futuro seja minimamente promisor. Dizem-me para lutar pelas coisas. Foi tudo o que sempre fiz, raros foram os momentos em que esperei que tudo me viesse parar ás mãos, mas de nada valeu. Sinto estar perto do fim e não tenho nada. Ainda não fui nada, não vou ser nada. O meu objectivo nunca foi ser importante, sempre foi fazer algo importante. Demasiadas coisas se passaram e as coisas mudaram demasiado. Não sou quem era, e tenho a dizer que a pessoa que eu já fui é muito mais atraente de todos os sentidos possíveis do que quem sou agora. Tenho marcas nos pés de usar calçado apertado e a barriga a aumentar por não conseguir controlar os meus desejos alimentares. Controlo, é exactamente a palavra que procurava. A falta de controlo domina o meu dia a dia, tudo o que quero é chorar até morrer, dormir até chorar, cantar até dormir, ser feliz até acordar. O pedaço de anjo que tinha em mim evaporou-se a um certo ponto. Já não amo ninguém sem ser as personagens dos livros que até preguiça tenho de reler. Concentração é algo que me falta, todas as minhas forças estão focadas em não cometer um deslize. Estou farta de ser doente, uma miúda podre e doente. Queria provar o verdadeiro êxtase, queria razões para comemorar. Sou mais obcecada por aquilo que nunca tive do que valorizar aquilo que ainda não perdi. Não há salvação, acho que está tudo perdido. Quero que acabe tudo rápido, quero sair daqui. O meu coração apodreceu, e nem as caminhadas na relva molhada e os longos banhos ou os longos beijos ou os longos abraços ou os longos poemas o conseguem fazer voltar ao normal. Queria um mapa de volta. Secalhar a resposta não está em voltar a quem era, mas sim em criar alguém melhor. Mas não tenho ideia do que fazer, ou o que devia ter feito antes. Há tantas pessoas lindas à minha volta e tudo o que quero mais de tudo é ser como elas. 

É um dia perfeito para ser infeliz. É um dia perfeito para fazer algo para mudar isso.

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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012

Volta, por favor.

Saber que nunca nada voltará a ser como outrora fora. Por muito que continuemos com as nossas conversas, faltará sempre uma espécie de carinho, uma união entre as palavras representativa do quanto ele se importava comigo, pelo meu bem estar, por como eu me sentia, pelo que eu estava a passar. Cada hora que passávamos abraçados, como se aquele momento nunca fosse acabar. E o pior é saber que não há nada que possa fazer para voltar atrás! Fui idiota ao ponto de deitar abaixo o castelo que construí com as palavras dele, como se os seus beijos fossem tijolos e cada minuto de mãos dadas fosse cimento, e todos os momentos de entrega máxima que passámos tivessem tornado o castelo num dos mais bonitos de toda a galáxia. Pois era assim que via o nosso amor. E digo amor, mas quero dizer amizade. Mas não há amizade sem amor, e não me acho capaz de dizer que o que por ele sentia era um enorme amor e dependência. E a dependência é um dos males da vida. A necessidade de uma mensagem  de bom dia, de um beijo na testa pela manhã, de uma piada nos momentos infelizes. E as pessoas sem isso em que se consideram viciados começam a tornar-se pessoas medíocres. Primeiro a amarga percepção que tudo deixou de ser belo como nos dias anteriores, depois a terrível e necessária aceitação da situação em que estás. E depois vem o esquecimento completo por parte da outra pessoa, enquanto que cada memória aparece mais nítida na tua própria mente, fazendo-te lembrar, prendendo-te à ideia de que nunca conseguirás deixar para trás tudo aquilo que foram.

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publicado por killua às 23:21
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012

give me shelter

O que mudou, foi o passar de solidão extrema, para um levantar pela manhã sem esforço, sem queixas, sem vontade de acordar morta. Passar de uma alma vazia, para um estendal de cores, uma dança á chuva. O que ele fez por mim foi muito mais do que conversar. Deu-me a mão, ajudou-me a levantar, ao contrário de todos os outros, que caminhavam por cima do meu corpo e dos meus cabelos, deixando marcas infinitas neles. Mais do que um corrimão, emprestou-me um par de asas para eu me retirar do labirinto onde me encontrava, para voar um pouco mais alto da minha zona de conforto, e conhecer novos horizontes, novos planetas, novas dimensões. Mais que tudo, tornaste-te um abrigo. Uma felicidade, um conforto. 

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publicado por killua às 22:16
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012

Pensa numa pessoa e escreve algo para ela.

Tenho esta ideia de que um dia, quando for a altura certa, vais voltar a falar comigo. Isto das duas, uma: ou é extremamente optimista, ou então sou só eu que sou demasiado sonhadora. Não é possível que tenha tudo terminado. O final disto não pode ser assim tão infeliz. Porra, passei os últimos dois anos da minha vida a contorcer-me em dores, a alimentar esperança... E a esperança é paralizante. É que se eu soubesse que tudo tinha terminado, talvez tivesse sido melhor. Se doiria? Sim, mais do que nunca, ia fazer os meus olhos transformarem-se em torneiras, e os meus dias tornarse-iam horrorosos. Mas passaria. Eventualmente, a dor desvaneceria. Agora a esperança? A esperança alimenta-se de nós. Consome-se de tudo que se encontra no nosso coração, fazendo-lo explodir, fazendo-lo murchar, deixando-o vazio. E não há maneira de escapar a este complicado inferno, apenas existe a aceitação que lá estamos presos, e que não há forma alguma de nos libertar-mos. Mas é imenso o amor que sinto por ti. É um amor simples, diferente de tudo o resto da minha vida, é algo que me alegra a alma, apesar de todo o ódio, de todas as inseguranças, de todo o medo, de todo o receio, de todas as lágrimas: o meu amor por ti faz-me sorrir. E talvez seja por isso que me faz assim tanta falta. Porque era bom. Porque fazia o pior dos dias se tornar no melhor, porque era um conforto saber que tinha com quem contar Era uma casa, um abrigo. Sinto saudades das tuas mãos frias. Porque tudo o que eu preciso é de uma mão. Uma mão que não me largasse, não me largasse nunca, nem que os céus estivessem a cair em cima de mim. É de uma mão que eu preciso.

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Sábado, 1 de Outubro de 2011

just another nothing

E como os meus braços se encontram partidos mas em perfeito estado, e tenho as costas desfeitas, incapacitadas de sentir o toque, incapazes de serem olhadas com olhos de pena, fragilmente. E o meu corpo se encontra encolhido, porque honestamente eu não me importo mais, porque ser e não ser acaba por ser tudo o mesmo. Os meus dedos não suportam mais o frio dos dias de calor, nem a brisa da noite, e sinto os meus pés a tremer por saber que te estás a aproximar. Juntamente, sinto-me impotente e sei que nunca vou mudar, sei que me derrubaste para um ponto de choque, um ponto sem abrigo e tão incapaz de sofrer. Vou chegar a um ponto de extâse, a um ponto de entrega total, um ponto infinito, e aí, vou estar de tal maneira ligada que vou extoirar de tristeza, e o meu sorriso será convertido em lágrimas e o meu cabelo de ouro cairá tornando-se em pedra. Mudei, e tornei-me no para sempre. Ainda existo. Não vivo. E sinto-me impotente, apenas.


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Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

nem sei

Estar aqui e não estar, sentir e não sentir. Como é ver o mundo de olhos bem abertos... mas no fundo saber que eles sempre premaneceram fechados. Como é fingir estar presente e ser algo mais do que eu sou, algo mais do que quem eu fingo ser, ser algo mais do que eu sou capaz de alcançar e ser parte de um puzzle dificil de desmontar. Tentar ser um raio de luz quando nada passa de uma falsa escuridão longinqua, em qual me perco. Perco, perco, perco, perco, perco, perco...

Talvez é porque não queira mudar. Estar para sempre neste modo inocente de viver... De portas trancadas e luzes fundidas, sem moedas nos bolsos nem uma caneta para compor.. Mas que ninguém me tire a voz. Voz com a qual posso expressar, com a qual posso abraçar o mundo mesmo sem me mover, voz com a qual posso fazer o mundo girar e se tornar num lugar melhor. Nem sei que aqui faço. Nada faço afinal. Eu não pertenço aqui. Sinto-me impotente. Apenas.


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Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

i've found the paradox

Se eu não sou nada mais do que fraca, se eu não sou nada mais que uma figura inconsistente, se eu não existo... Porquê fingir? Que tenho um corpo bonito e que consigo voar á primeira tentativa, que consigo sonhar mais alto que os pássaros e cantar como se não houvesse amanhã? Não, porque não há nada mais do que um cûmulo incandescente, longo, infinito, dentro de mim. No meu peito há um grande buraco negro onde todo o tipo de coisas se escondem. Não consigo tocar o céu, afinal. Não consigo caminhar apreciar a vida, afinal. Não consigo ser nada mais do que nada, afinal. Nem uma migalha esquecida pelo caminho, ou um pedaço de tecido insignificante para a época. Sinto-me isolada e quebrada, de uma maneira irreversível. Sou uma estrada sem saída, um canto escuro, o final terrível. Não consigo a atenção de ninguém, a compreensão de ninguém.. De como é viver no obscuro, não tendo a possibilidade de fazermos algo por nós mesmos. Sinto-me impotente. Apenas.


publicado por killua às 23:03
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Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

i'm not suicidal anymore, i won't even say i'm depressed

Um ano de destruições. Comprometo-me então, não a esquecer-te, pois comprometer-me a tais actos seria o pior dos meus pecados, mas a colocar-te num espaço pequenino da minha mente, um espaço em que eu não repare. Um espaço que não doa nem se exponha á vista. Dizer que nunca mais me vou lembrar de ti, seriam mentiras. E apesar de viver neste inferno cheio de falsas intenções e diabos mascarados, não quero mais mentiras. Vou apenas mudar a forma como penso de ti, lembrar-me de ti, feliz, e de mim feliz, e de felicidade apenas ao ver-te.

Nunca mais te mencionar. Nem aqui, nem na escola, nem nos meus sonhos, nem nas minhas confidências.

Um ano de imperfeições e de lágrimas, e Hugo, comprometo-me então a que este seja o último post em que menciono o teu nome.

Desejo-te uma boa vida, triste como a minha.


publicado por killua às 23:51
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Domingo, 29 de Maio de 2011

crianças

e tal como crescer lhe parecia aborrecido, viver era nada mais do que um desafio. encarava os problemas não como problemas, mas sim como desafios, aos quais se sentiria mais realizada por resolver sozinha. nada mais do que livros a satisfaziam, gostava de ler palavras, pois era como se estivesse a comer amêndoas ou a beber sumo de maçã. atrás das letras encontrava fantasmas elegantes, que a tratavam como uma princesa. sozinha encontrava-se feliz, mais do que quando os outros a acompanhavam porque eles não a percebiam: não gostava de chocolate nem de ir á praia; o sol assustava-a mais do que as próprias pessoas, tal como o cor-de-rosa a enjoava, apesar de não dizer a ninguém. lia livros de setecentas páginas e gostava de jogar xadrez, mesmo que nem sempre ganhase. falava com os animais porque eles a entendiam. encontrava formas diferentes de se expressar perante eles, vestia máscaras invisíveis perante as formigas e inventava palavras quando falava com as abelhas. boa aluna, adorava números e fórmulas ciêntificas. nem necessitva de estudar, possuia uma inteligência enorme, e natural.

acreditava que o amor era mais potente que a dor. acreditava que a imaginação era mais forte que o conhecimento, que os mitos eram mais potentes que os factos históricos. acreditava que os sonhos tinham mais potência que os factos, que a esperança sempre trinfava a experiência e que o amor era mais forte que a morte.

nada era impossível, aos seus olhos. até ao dia em que começou a ser suicida e deprimida. começou a ficar cansada. 

depois de tantos anos sozinha, sentia-se apenas cansada, exausta.

música: roads

publicado por killua às 22:45
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Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

this is hell and we can't leave.

Estendendo-me numa faixa anónima, é mais fácil. Ninguém me conhece a cara, nem como a minha voz pálida e fraca se consegue transformar em uma voz tão serena quanto a água, e tão feroz como uma fera. Ninguém me desconhece o nome, apesar de ninguém ter noção do que esse nome esconde. Ninguém sabe, nem faz a menor ideia, do que o meu nome esconde. É, primeiro que tudo, um nome de princesa. Um nome leve, mas que é capaz de se levar muito a sério. É um tanto obscuro, e a segunda letra condiz com a última. É um nome destruidor, de guerra, de mortes, de coragem. Meu Deus, continuam a achar que o meu nome é nome de princesa? Continuem. O meu segundo nome, é sim nome de princesa. Enquanto o meu primeiro nome era o significado de princesa, o meu segundo nome é mesmo de uma princesa. Eu cá não sou uma princesa, pelo menos não princesa de contos de fadas. Sou princesa do RockN'Roll, princesa das caveiras, ou de tudo o mais deprimente que existe neste planeta. O meu segundo nome é estranho, estranho, estranho. E nem sequer é português. Começa por A e acaba em A, e no meio desse nome, existe um H, o que não me agrada nada. Mesmo nada. É uma mistura exótica do que eu acho engraçado. Aquele nome é uma piada.  Não me orgulho de o ter, e sinceramente, preferia não o ter. É um nome até um tanto vergonhoso, e achei que o Renato fosse gozar mais quando o Pita lho disse. Mas ele não gozou de todo, provavelmente só para eu não ficar triste. Gosto dele à mesma. O meu terceiro nome, condiz com o meu quarto, a origem de muitas piadas. Não me incomodam de todo, até acho engraçado. Com o meu terceiro nome, realço a frescura das árvores e do mundo. É uma coisa que me realça, e me pega. Sinto-me mais confortável a senti-lo, mesmo que seja só um nome, é o meu nome. Agora o meu último nome, é o nome da Natureza. O nome com que a fotossíntese é feita, e o nome com o que arranco das árvores e fico a brincar. Gosto das verdes, das castanhas do Inverno, das cores das do Verão. Gosto de sentir, gosto de ficar.

Gosto de brincar e de olhar. Gosto de ti, e de mais ninguém.

Sara A. Fresco Folhas.

música: the uncanny valley, backing music

publicado por killua às 21:55
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Domingo, 27 de Março de 2011

do you like to hurt?

eu vivo com monstros; eles vivem junto a mim, formando uma barreira, de mãos dadas, como se me protegessem, e seguem-me. ninguém os vê, e eu, também raramente os vejo. pressinto apenas o cheiro a horror e os arrepios - esses são os piores. é como se me invadissem o corpo, e depois me deixassem flutuar, me descolassem do chão e me colocassem junto ao céu, onde as nuvens não existem. eles despertam-me pela manhã, com um toque nos meus dentes, e depois exalto-me. acendo velas, queimo os dedos e deixo-me levar. pergunto-lhes o nome e não me respondem, tiro as meias e depois sou outra. mais leve e pura que nunca, quebro-me. derrubo as minhas esperanças, transformo-me num outro monstro. sou menos potente, e talvez até fique mais frágil. apenas a minha face muda. a minha pele fica vermelha, crescem-me pêlos nos pés e a realidade muda-se. e continuo a não ver os monstros.

música: hide and seek

publicado por killua às 15:48
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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

impassable

Intoxicated with sadness, I'm in love with my madness.

Entre pequenos passos e apocalipses, conhece-se a verdade e mergulham-se tristezas. Afoguei a tempestade! Mas que raio fui eu fazer, meu Deus? Algo bom decerto que não foi mas algo triste também não evidentemente. Matei os pássaros! Mas em que raio estava eu a pensar? Quando mudei mundos e fundos, quando enruguei a minha própria pele, e quando deixei o vento levar-me? Não estava bem da cabeça, de certeza que não. Roubei uma estrela aos céus! Mas que raio me deu? Que vírus tão maldoso me percorreu o corpo assim sem deixar nenhum rasto nem ponta porque se lhe siga, nem costas, nem faces, nem sardas nem sonhos nem virtudes? Mas que masacre tão pouco alegre que se enquadrou no meu corpo, me roeu as esperanças e me deixou eu lágrimas! Que pesadelos tão moribundos e distantes, mas que grande aldrabice. Mergulhei em águas geladas! Mas por que raio eu fui parar aquele lugar? Não fazia sentido sequer! O que se teria passado? Tivesse eu abusado da tua simpatia e feito algo inexplicavelmente feio? Como o quê? Amor? Mas o que é amor, o que raio é o amor? Aquele sentimento que toda a gente fala, e gagueja? Pelo que as pessoas morrem, aquele sentimento pelo que as pessoas tiram as suas vidas, fazem promesas e choram rios? «Sim, esse amor.» Perguntei eu, ao sei-lá-quem no meio da praça. E os cidadãos ficaram a olhar para mim. Era agora oficialmente maluca.

música: drug dealer

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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

invisible woman

Chega-se a um ponto que até se come gelado ao pequeno-almoço. O desgosto é tanto, que já nem nos importamos com a dieta, e saí-se á rua sem lápis preto nos olhos. Percebe-se que nascêmos mesmo com tristeza nos nossos olhos, e que essa tristeza perdurou até agora e vai ficar, sempre. Muda-se as ideias e percebe-se que comprar mais roupa não muda nada. E o dinheiro não é a cura, exprimentar drogras também não o será e a única pessoa que te pode ajudar, foi também a que te magoou. Pensas em desistir. Tentas curar-te com melodias deprimentes e sonhos inacabados, com planos inconcretos e palavras devastadoras. E acaba-se tudo nesse momento. E não me venham com fases da adolescência. Não era. Era algo diferente e independente das outras coisas. Magoava observar tal acontecimento, acompanhar as mudanças de tal personagem e olhar-lhe simplesmente.

Mas também ninguém olhava.

Era invisível.

música: you are the moon.

publicado por killua às 00:32
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

snow white and ugly ducks

Mas é assim mesmo. Eu era a combinação da Branca De Neve com o Patinho Feio. Era estranha. Não tinha mente, tinha corpo, mas era fraca. Muito fraca. Não tinha nada, de facto. O que me restava era o quê? O vestido e o susto, o meu medo. Mas ele poupou-me a vida e não o devia ter feito. O que as pessoas fazem só para serem belas... Estava confusa, até. Nunca ali tinha estado. Nunca tinha saído do meu ninho, sempre tinha vivido enroscada na mesma floresta. Era gozada, por vezes. Mas que isso importa? Eu deixava-me ir abaixo, mas também nunca fui muito de me saber defender. Não precisava de defesa sequer, porque sabia que, lá no fundo, eu tinha algo de mais precioso que eles. Não era rainha, mas até vinha de boas famílias. Estava muito longe de ser uma pessoa rica, mas nunca faltou o necessário em casa. Alimentava-me do que a floresta me dava. Era um patinho feio, muito feio. A beleza foi-se desvanescendo pelo passar do tempo, e agora sou diferente. Não sou bonita, mas sou diferente. E ser diferente é bom, e vocês não têm a mesma ideia do quanto ser diferente é bom. Sempre gostei do facto de a minha pele ser branquinha, porque assim podia pintar o cabelo como me apetecesse. Roxo ficava bem, laranja ficava bem, tudo me ficava bem tendo a pele branquinha.

Sempre gostei de ser assim. Ter a pele branquinha e ser odiada. Ter a pele branquinha e ser gozada. Ter a pela branquinha e ser como a Branca De Neve, e o Patinho Feio.

+

desculpem a minha ausência mas tem acontecido muito. tenho estado mal e sem vontade de estar neste espaço. vim cá escrever, um post que me saiu na hora, que não estava pronto, como saem a maior parte deles. mas tenho escrito muito, acreditem. ask whoever you want.

música: she's got me dancing

publicado por killua às 20:21
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011

you got into my bloodstream

NÃO NÃO NÃO NÃO! não assim, recuso-me a perdoar tais actos imperdoaveis, e a amar o que agora era desconhecido para mim, e a viver longe, e sentir-te perto e amar-te imenso e odiar-te tanto. A olhar para o mundo com os olhos que aprendi contigo, e a usar o sorriso que me ofereceste. E a pôr um ponto final, não não não! a minha mente ardia tanto que deixei de respirar por instantes recusava-me a aceitar a estranha situação, e a ouvir tais palavras assustadores. Recusava-me a entrar na sala da luz, mesmo sabendo que era necessário. E recusava-me a retirar o vestido de noivado que outrora fora meu, fora nosso, representara amor. Recusava-me a acreditar que o fogo se tinha apagado. Que eu tinha baixado a espada, deixado o fogo invadir-me, perdido a guerra.

As minhas veias já se encontravam fracas graças ás injecções para retirar as dores que havia tomado mas continuava tudo na mesma. Chuva, muita muita chuva. Frio, muito muito frio. Dor, muita muita dor. Uma dependência enorme em te ver comigo, e sentir-te comigo,  e cheirar a tua pele, ouvir o teu batimento cardiaco. Tu não merecias ter conseguido entrar dentro da minha corrente sanguínia. Percorrias o meu corpo como um vírus maligno, do qual nenhuma cirugia me faria livre. Causavas dor, muita dor. Magoavas, magoavas muito.

Chegaste até mim sem eu saber porquê, olhaste-me sem eu saber porquê.

Eu amei-te sem saber porquê,

porque o meu corpo deixou-te flutuar em mim, não mostrou nenhuma defesa, nada. deixou-te magoar-me. deixou-te matar tudo o que ainda gostava em mim. deixou-te triturar o meu cérebro e transformar-me no inferno.

eu ando aqui a morrer aos bocados. é uma história interessante de facto, dava um belo livro. mas quem teria coragem para a escrever? eu não.


publicado por killua às 14:32
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Sábado, 25 de Dezembro de 2010

delightful

'' I feel so worthless watching you suffer. offering words is the least i can do. i've been shoved into that pit before, it is the worst damn thing a person could ever be forced to endure. there is no escape hatch from the cramped inferno that becomes your mind. i think the first step is the hardest: acknowledging that you are unable to lash out against it and having to accept from the start that the entire process is a feat of the mind and entirely internal. it takes time, but you will be able to move from there. i wish i could say something to you that would make the next few days, weeks, months a little less heavy, but i know that there are no words, no console, there is nothing. having made one day easier for you is a prize within itself, and i am glad that i could do merely that. i don't think i could choose the right words to capture the intensity of the sorrow i feel for you. i understand the torment you are experiencing and i am so, so terribly sorry.


publicado por killua às 19:12
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

the bitch is back

É mesmo preciso tudo isto? Será necessário torturar uma pessoa assim tanto? Matar-lhe a alma? Desfazer-lhe o cérebro? Cozer-lhe a boca? Aos teus olhos, tudo era. O meu silêncio, a minha inocência e até o meu cheiro. 'Ela não é feia, é horrorosa.' Imagina agora que o meu estado era ainda pior do que o que ainda está. Eu, ao ouvir isto, quereria logo nesse mesmo momento desaparecer deste Mundo. Pressionei o botão da pausa, mas se estivesse de outro modo, pressionaria o botão do stop. E seria eternamente feliz, no céu. Onde existem todas as criaturas mágicas deste Mundo, o perdão e a paz. E onde o Mundo é outro. E se caminham em nuvens, e não existe chuva. Nada de arrependimentos. Derrubaste-me. O vulcão entrou em erupção, o furacão desmaiou, sentimos um terramoto. Explodí. E senti-me cheia de culpas, que não eram minhas.


publicado por killua às 19:24
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Eu? Sem ti? Não existo.

Foi então que encontrei aquele sitio. E me lembrei que nunca lá tinha estado antes, nunca tinha visto um local tão belo e encantador. Deslumbrante aos olhos de todos que o olhavam, que o apreciavam, que tiveram a simples oportunidade de o conseguirem ver. E de como aquele lugar me cegava os olhos, de tão bonito que era. Como o sol se encontrava sempre limpo, e a velha senhora cantava as suas melodias. Senti nesse mesmo momento como era fácil amar. Num segundo, num minuto, numa hora. Como se pode sentir-se tão ligado a algo em tão curto espaço de tempo, sem o conheçer totalmente, mas sabendo o suficiente para saber que vale a pena. E como palavras não foram necessárias, apenas aquela imagem que me abraçou durante momentos. E daqui a uns anos quando lá voltar, estará tudo igual. O céu limpo, e a velha na sua cadeira. A simplicidade daquele lugar vai permanecer sempre igual. Os melhores segundos da minha vida. Quando entrei naquela terra pela primeira vez, senti a ligação. E vou amar aquilo para sempre. Entreguei-me totalmente, sonhei tanto. Explodi. Sorri tanto que o meu coração sofreu uma explosão e os seus bocados ficaram espalhados. Por ti. E aquilo apareceu como uma droga para mim, que eu estava a precisar, precisava imensamente de algo assim. Algo viciante que eu precisasse mais que muito. Que me fizesse perder a cabeça de modo a não a voltar a encontrar. Que me fizesse desistir de toda a minha vida anterior para ficar atachada a isso. Algo viciante como a droga, tu, ou o alcóol. E a diferença entre aquele local e tu? Esse nunca irá ter final, ficará comigo para todo o sempre. O que aconteceu não voltará a acontecer, não vou dar a minha maior entrega a alguém, nunca mais. Não vou amar ninguém, nunca mais. E se eu aprendi algo com a nossa história, foi que nunca me posso entregar a ninguém. Não uma entrega total. Porque alguém, alguém que talvez nem nos merece, pode rir-se da nossa figura humilhante. And what about me? Não importa, não sei. Sei que o meu erro, não o voltarei a cometer. Não amarei ninguém, nunca mais. Nunca ninguém o merecerá. What about you? Tu já te esqueceste de mim, e eu quero-me esquecer de ti.

to die by your side is such a heavenly way to die


publicado por killua às 23:05
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

you are the moon

i'm not afraid to cry .

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«Andas de ténis e de calças com bolsos, tens uns olhos enormes e o cabelo despenteado. Nunca serás um senhor de fato e gravata, nunca serás administrador de um banco, nunca chegarás a casa com cara de chato, como fazem aqueles maridos que deixam crescer a barriga, andam de pantufas e passam horas colados aos canais de desporto. Tu és o meu amor perfeito, que me compra colares e me escreve bilhetes, que me dá a mão na rua, que me abraça no meio de todas as praças e me leva para a cama sem hora marcada.»

música: pedestal - portishead

publicado por killua às 18:24
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

pills

take me away, a secret place, a sweet escapee.


publicado por killua às 23:54
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Terça-feira, 23 de Novembro de 2010

enganou-se, portanto.

Julgava conhecê-la. Todas as pequenas perfeições, todos os seus erros, todas as suas fraquezas e todos os seus feitios. Enganou-se, portanto. Conhecia a outra face, a que se humilhava, e que tinha sempre a pele morena e os olhos brilhantes quando se encontravam. Aquela de sapatos vermelhos de salto alto e cabelos loiros. Julgava então que ela seria assim na realidade, para todo o seu sempre. Enganou-se, portanto. Julgou as suas falas ensaiadas perfeitamente naturais, e todo o seu charme encantador. Não existia estranheza, nada mais para conhecer, nada mais para amar, nada mais por que lutar. Enganou-se, profundamente. E ele, que já julgava conhecê-la! Desconhecia a sua parte arrogante, a melodia por detrás da capa. Desconhecia que ela o poderia fazer totalmente feliz, mesmo com todas as suas imperfeições. Com as olheiras, os olhos castanhos, o cabelo escuro encaracolado, a sua silhueta obesa e as unhas mal pintadas. E julgava ela que isso seria possível. Julgava ela que não o conhecia a ele, quando tudo o que ela sabia era apenas o que ele era. Aquele pedaço de carne andante, sem defeitos nem razões de queixa. Julgava ela no inicio que ele nunca a faria chorar. Conhecia a melhor e toda parte dele. Não o quis conhecer pela aparência, não o amava por esses motivos. Era então porque se sentia em casa, se sentia de tal modo protegida. Criou na sua cabeça espaços só para ele, porque em muito tempo apenas ele tinha sido simpático para com ela. E sentia que sem ele, voltaria tudo a ser a mesma coisa. Criou uma dependência demasiado forte. Acreditou em todas as palavras. Sentiu que as imperfeições dela não mudariam em nada a sua relação. Importava-se ele agora, apenas pelo físico. Enganou-se ela, portanto. E ele que julgava conhecê-la, estava enganado. E ela, que julgava não o conhecer, conhecia-o bem. Estavam ambos enganados, portanto. Julgava ele que as directas eram apenas por diversão, enquanto ela, sentia-se lisonjeada por estar com ele uma noite inteira. Ou falar com ele, o outro ele. E ele, ele demorava séculos a responder-lhe, e dizia-lhe que era por distracção, enquanto ela, tinha pura certeza de que ele tinha pessoas mais interessantes com quem conversar. Tornaram-se muito íntimos, muito chegados, cada noite, cada dia, conheciam-se cada vez melhor. Ela era tímida e horrível. Ele era sociável e charmoso. E ele que lhe dizia que ela era bonita para ser simpático. Quando a viu, mudou de ideias. Enganaram-se os dois, portanto.

«, a sara não fala assim. conheço bem a sara.»


publicado por killua às 20:05
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010

a hospital for souls

''... Por vezes apenas me apeece arrancar o que tu significas em mim, ou seja, tudo, e esfaqueá-lo. Lentamente, calmamente, suavemente. A morte é simplesmente fácil. A vingança é doce. Aí vida, tu não vives, apenas existes. A marca da tua existência é a única coisa que resta em ti, um bilhete de identidade, cheio de nomes estranhos e informações falsas, um passaporte. Paranóia. Insónia. É apenas ao que tu me conduzes. Não é um amor igual aos outros, é um sentimento independente e estranho e diferente e extremamente bonito/feio de se expressar. Um amor puro e asassino e até um pouco suicída. Uma coisa dificil de expressar e de combater, ainda mais...''


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Sábado, 2 de Outubro de 2010

as you want t

I see no point in living.

publicado por killua às 22:23
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

Stop Every Clock

E chorou. Continuou o caminho, sempre de cabisbaixo, a esconder a sua tristeza pelo cabelo. Preto escorria-lhe pela cara, da maquilhagem, que ela colocara, especialmente para aquele dia. Andava em passos lentos, mas brutais. Mesmo sabendo que estava a seguir a direcção errada, continuou. E as pessoas olhavam para ela, espantados, e falavam. Palavras maldosas, que apenas a faziam sentir pior, muito pior. Ninguém a conhecia, apenas ele. E agora ele desistiu. E acabou. Tudo. Ela sentou-se no banco, mais longe das pessoas possível, e despediu-se de si mesma. Apesar de não fazer ideia se era uma despedida para sempre, despediu-se. E pronunciou umas palavras entre-dentes, que não faziam sentido, mas era verdade. Ele mentiu-lhe, gravemente. Então ela decidiu dizer adeus. A ela e a todos que alguma vez conheçera. Desistiu. Abandonou o seu corpo. Era agora apenas uma figura. Que desistira por ele. E ele não mericia isso. E quando dizem que ela é só mais uma, estão enganados. Porque ela arriscou tudo para a sua felicidade, e até a felicidade dos outros.

Um dia arrepender-se-á. Ele, e todos.

 

Cover my eyes,

Cover my ears,

Tell me these words are a lie.

It can't be true,

that I'm losing you,

Sun cannot fall from the sky.

Can you hear heaven cry?

Tears of an angel.


publicado por killua às 21:08
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

This Madness

Insatisfação. Ver carros na rua, fumo na estrada, pessoas no Mundo… Insatisfação.  Vê-se o tempo passar… como flechas! Flechas ao vento, que passam… rapidamente. E deparamo-nos com cinquenta anos e uma vida de insatisfação. Deparamo-nos com uma pele enrugada, uns ossos pouco fortes, e as pernas deformadas. E os tempos já não são o que são. Já não se ouve como se ouvia. Já não se vê como se via. Já não se vive como se vivia. Já não se sente, como agora se sente.  E já não se partilha, nem existe alegria. Existem alguns sorrisos, e algumas pessoas consideram-se estupidamente felizes. Mas como? Não percebo. Como se consegue viver, no meio de casas desabitadas, de lugares poluídos e uma socialidade tão diferente. Nem há respeito. Já não faz mais sentido. Já não tenho idade. Resta-me agora continuar a escrever estas páginas, criar um conto sem fim. Até o dia chegar. Ele há-de vir. Vem depressa, não te atrases. Corre. Leva-me. Leva-me agora! Deixa-me ser feliz. Só hoje.


publicado por killua às 22:01
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

life becomes a serial.

Agarrava-se ao corpo. Alimentava-se da nossa energia, e colava-se à pele. Libertava-se, por vezes, através de lágrimas. E por vezes, muito raramente, fazia-nos sorrir. Três vezes por ano. Duas. Uma. Nenhuma. E era uma coisa de tal maneira perturbadora, mas mesmo assim alguns gostavam dela. Não sei como. Mas bem, são as mentes de agora.

Acreditarem em algo que as faz sofrer, que não é para sempre.

E uma coisa que doí, que não dura, que magoa, que não devia existir.

Não espero que compreendam. Mas eu também já esperei tempo demais. Passaram-se séculos, e eu continuo aqui, sentada na minha cadeira de madeira, com o meu chá de menta na mão. E não, não espero mais. Desperdicei-me. Contigo. Agora quero viver, e morrer a viver. Já me resta pouco tempo, e tu tens o mundo há tua espera.

Amanhã já cá não estou.

Desejem-me boa viagem.

música: lightning strike

publicado por killua às 00:30
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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2010

but it was a trick

Falavas para os teus ombros. Modestamente. Olhavas o vazio à tua volta. Magoava olhar o nada à tua volta, mas mesmo assim continuaste a olhar, fixamente. Saiam da tua boca palavras totalmente sem sentido. Palavras nada banais, palavras bonitas, mas colocadas em frases tao mal costruidas. Ouvia-se apenas a tua alta voz, e o som do nada. Interessante. Ouviam-se sussurros, e verdades. Continuaste durante horas, dias, semanas, meses a repetir sempre as mesmas palavras. Ate as cantavas. Com uma voz tao diferente, tão triste... Tão sem voz. E gesticulavas enquanto caminhavas, por entre caminhos desertos, sem destino, totalmente cinzentos. Que mundo diferente, que sonhos diferentes, que desejos diferentes. Tudo por nada. Forca para nada. Batalhas por nada. So pelo que vemos agora... Um mundo destruido, totalmente mal-tratado. Tiveste sempre razao. Mas nunca ninguem te gozou, nem deixou de prestar atencao. Quando viram o flagelo à sua frente, pediram-te conselhos. Mas tu fugiste, isolaste-te no teu Mundo. Mundo qual se tornou vazio, apenas tu. Tu e o teu ser. Que parece ter vida. Vives agora os teus dias a caminhar, entre o preto e o branco. E todos sabem que tens saudades do amarelo e do verde. E das arvores. E de todos.

De mim tambem, eu sei, nao me mintas.

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Acho que cada vez os meus textos ficam mais sem sentido.

música: brick by boring brick - piano cover

publicado por killua às 00:35
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Domingo, 29 de Agosto de 2010

crying lightning

Caminhámos. Já nos doía os pés de andármos, descalços, por cima das pedras, de calcármos os vidros e de nunca parármos. Os pés até sangravam, lentamente... Sentimos que já não havia nenhuma saída. Estávamos presos, sem destino, ou sitio por onde ir. Mas lutámos.

E só por isso, só por isso coração, merecêmos tudo. Porque esperámos a nossa morte, não a apressámos. Porque continuámos sempre a procurar, nunca nos deixámos estar. A olhar. Nunca desistimos, as nossas fraquezas não nos fizéram menos fortes. Elas fizéram-nos errar, isso é certo, mas nunca como das outras vezes.

E hoje é hoje. Hoje é o dia. O dia da nossa despedida. Teria de ser. Amo-te, apenas e só.

música: artic monkeys - crying lightning

publicado por killua às 23:49
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010

I always knew

« As minhas conversas não são para ouvidos preversos, nem para mentes banais, nem falas impulsivas. É para corações descuidados, silêncios valiosos e suspiros pacientes. Não é para quem não percebe. É para quem me entende e me responde com as palavras mais bem enfeitadas do dicionário. Portanto, pega no jornal e escreve os teus requesitos. Não precisas de escrever o teu nome. Escreve apenas como te sentes, e se precisas de ser amado, e avaliarei a tua dor. Dificil, mas para seres aceite tens de lutar. Matar. Sei que pensas que é uma idiotice, mas a vida é assim. Envia a tua carta, mas envia-a rapidamente. Precisa-se urgentemente de alguém para fazer pessoas felizes. Pagamos bastante, o problema não é esse. Diz rapidamente! Não há tempo a perder! Precisa-se de alguém com grande capacidade de fazer pessoas sorrir, sorrir tanto que choram. Mas este trabalho é para sempre... É suposto fazer a pessoa feliz, não magoá-la quando partir. Não interessa a cor do cabelo. Loiro, castanho, preto, ruivo, branco. Não interessa. Interessa-nos a sinceridade. »


publicado por killua às 01:48
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Domingo, 22 de Agosto de 2010

eu escrevo irracionalmente

hope so

eu não escrevo porque quero . escrevo porque preciso , e já não vivo sem este blog .

um ano . já passa da meia-noite.

música: i belong to you

publicado por killua às 23:45
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Sábado, 21 de Agosto de 2010

True

Eu sou bailarina, bailarina de caixinha de música. Amo como todas as pessoas amam, mas sou apenas e só uma bailarina de caixinha de música. Vivo segundo a vontade do dono da caixinha: se estiver triste põe a caixinha a tocar e eu giro sobre as pontas enquanto ele se regala com a harmoniosa melodia mas, se estiver contente é capaz de me deixar parada, em cima da escravaninha, a ganhar camadinhas finas de pó. E ninguêm sabe que eu amo. Mas eu amo, não sei o porquê de amar, o porquê de me deixar levar, acreditar em alguém que, se calhar, nem nos merece mas, mesmo assim, dar a maior entrega a essa pessoa. Eu sei amar, é certo, mas ainda assim acho que nunca tive ninguém para amar. Sou só uma bailarina de caixinha de música a quem a solidão deixou marcas, a saudade cavou vincos e as lágrimas humedeceram o vestido cor-de-rosa. Eu posso ser apenas uma pequena bailarina de caixa de música, mas tenho uma personalidade muito mais forte que qualquer humano alguma vez teve.

 

Autora: AnnaPattinson

 

Adorei este texto, transmite uma grande mensagem. Concordo com o texto.

'' Mas eu amo, não sei o porquê de amar, o porquê de me deixar levar, acreditar em alguém que, se calhar, nem nos merece mas, mesmo assim, dar a maior entrega a essa pessoa. Eu sei amar, é certo, mas ainda assim acho que nunca tive ninguém para amar. ''

Passem pelo blog da Anna e comentem, ela mereçe.

 

2 dias para o aniversário do blog.

 

 

música: empty frames

publicado por killua às 11:44
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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

Sunday Bloody Sunday

E eu não consigo acreditar no que fomos. No que fomos no infinito anteontem. Fomos tão diferentes, tão ilimitados, tão sonhadores. Tão inexplicavelmente ligados, tão fortes, tão perfeitos. Fomos o que hoje consideramos impossível, mas ainda anteontem considerámos real. Fomos inesqueciveis, fomos heróis, fomos tudo, tudo de bom, anteontem. E agora olhamos para nós. Que nos aconteceu? Quem nos transformou no que somos agora? Nós. Nós tornámo-nos fracos, futéis, inúteis. Tornámo-nos o contrário de anteontem. Agora somos apenas frágeis figuras pintadas a carvão, com linhas tremidas, e cores misturadas. Já não preenchemos o desenho. Encontra-se uma imagem vaga. Anteontem era bonita, fantástica. Anteontem éramos bonitos, fantásticos. Anteontem, anteontem. Tenho saudades. Bastantes saudades do memorável anteontem.

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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Clarice Lispector

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la. Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria. É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais. Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere. Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama. Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo. Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar. P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros. Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

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Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo.

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Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.

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E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar.

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Eu não sou tão triste assim, é que hoje eu estou cansada

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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

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Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.

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Eu queria escrever luxuoso. Usar palavras que rebrilhaassem molhadas e fossem peregrinas. Às vezes solenes em púrpura, às vezes abismais esmeraldas, às vezes leves na mais fina seda macia

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Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então

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são mais de 20 páginas disto. eu não quero ler. mas necessito de ler. faz-me bem.


publicado por killua às 02:02
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Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

12/07

Está uma tarde fria. Estou sentada na minha cadeira preta, reluzente. A varanda está aberta e eu estou a olhar para o seu infinito. Tenho uma vista fantástica. Mas há pessoas. Pessoas que me olham como se fosse uma estranha,  um ser incompatível. Olham-me como se eu não significasse nada, ou estar ali seria uma prova da minha estupidez. Ouço o What Hurts The Most. Sei que eu não estou assim só porque sim. Sei que foi por causa de hoje, um dia fresco, bonito. Em que tive oportunidade de dizer «Olá.» e receber os quatro beijinhos que ele me estava a dever. Mas god damn, eu fugi. Eu pensava que essa fase já tinha passado. Pensava que já nem me importava pelo que podiam achar de mim. Fail. E depois quando saí estava triste, a minha irmã notou. «Que se passa?» «Nada.» «Vá lá, desabafa comigo.» Eu não queria, não queria mesmo. Mas foi impossível conter as lágrimas. Chorei, e desabafei. «Porque é que eu não sou uma rapariga bonita, sem medo nem vergonha de si, uma rapariga fantástica?». «É por causa dele não é?» «Sim... ele estava lá dentro.» «Mana, tu és linda! E és mesmo, estás cada vez mais bonita, e não estou a mentir!» «Não é o que os outros dizem.» «E se ele for mesmo teu amigo não se vai importar se tu és bonita ou feia mana!» «Mas às vezes, só apetece desistir de tudo. Só apetece desistir dos nossos sonhos, das nossas ambições. E neste momento estou a desistir de mim

Passámos a estrada.

«É ele. É ele. Tenho a certeza.»

Eu tento conter as lágrimas, e tento fingir que está tudo bem.

Ele acenou. Retribuí.

Mas não vale a pena sorrir. Se é para sorrirmos um sorriso falso. Se é para fingirmos que está tudo bem é melhor esquecer os sorrisos. Se é para fingir que não temos problemas, não vale a pena. Sorrir não vale a pena. Nada vale.

«E tudo o que queria era um dia ser uma rapariga bonita, magra, adorada, fantástica.»

E sei que nada disso interessa. Nada interessa ser bonita, ou magra. Mas temos de admitir que hoje em dia, todos se preocupam com isso. TODOS. Até eu. E simplesmente preferem ficar-se pelo que ''vêm'' do que conhecer a pessoa a sério.

 

Tenho inveja das pessoas do meu colégio, convencidas, mas com razão.

 

gémeo é gémeo.

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Domingo, 4 de Julho de 2010

-' Do infinitamente adeus.

''E lá foi ele, com o seu sorriso forçado caminhando pela estrada fora. Eu sentia dentro de mim o seu desgosto. Foi por isso que lhe disse: «Sempre que tiveres saudades minhas, canta-me um swing!». E cantei-lhe com a minha voz rouca, enquanto chorava, a maravilhosa música (...) Ele disse que se ia lembrar sempre de mim! E ainda agora, por vezes, ouço o menino do outro lado dos vales a cantar o swing. E ele diz: «Foi ela que me ensinou!». «Ela quem?» perguntavam os outros? O menino nunca tinha resposta. Dizia que era apenas uma amiga. O meu pequeno mentiroso, eu era a melhor-amiga, o seu amuleto...»

novo visual , novo nome


publicado por killua às 00:56
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Sábado, 3 de Julho de 2010

whatcha say?

''Se fomos criados foi por algum motivo. Estamos todos aqui, não há volta a dar. Não há maneira de sairmos, de desaparecermos. Há sempre o ''he killed himself''. Mas tal como a minha sábia mãe um dia me disse, «Nunca faças isso, é uma das piores coisas do Mundo! É uma das leis contra Deus». E foi há uns dias. Portanto meus amigos, se não gostam da vossa vida, ou fazem para fazê-la mais confortável, ou então estamos mal. Porque neste momento, estão cerca de 6 biliões de pessoas no Mundo. Neste momento, alguém esta a nascer. Neste momento, alguém está a morrer. Em algum lado do Mundo, alguém está a ganhar a lotaria. Em qualquer lado do Mundo, alguém está a contar os cêntimos que ainda lhe restam. Portanto meus amigos, contentem-se com o que têm. Não queiram sempre mais, pois podem acabar por perder. Já cá faltava o ditado: «Quem tudo quer, tudo perde». ''

 

- Que palavras mais absurdas! - caí em mim - Mas porque estarei eu a dizer as soluções aos problemas que nem a mim consigo resolver?

- Porque não queres - disse alguém, a meu redor.

Falava baixinho, fazia eco, ouvia-se sempre uns murmurios.

- Eu não consigo, a minha vida é um desastre! Odeio-me a mim mesma! - respondi.

- Aprende a gostar... - repetiu ele.

- Mas... Gostar? Que palavra mais surreal. Gostar não existe, amar muito menos. Cada vez acho mais que neste momento os seres humanos só sabem a palavra odiar.

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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

words get on the way

as palavras,

nada valhem as palavras.

pois se valessem,

a este momento estarias aqui comigo.

ou talvez não as deva culpar a elas.

devo culpar-te a ti.

és totalmente incapaz de decifrar a palavra amor.


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Sexta-feira, 25 de Junho de 2010

Surrounding.

« Não quero mais sentir esta dor. Quero esquecer-te, deixar-te. Quero partir. Queria morrer, queria esquecer-me de tudo de vez, queria nunca mais te ver. Mas life is life. Tenho de aguentar. Mas tenho de resistir aos teus encantos. Tu és o meu veneno. És o meu veneno mais forte, mais profundo, mais sufocante. Eu preciso de ti. Mas não preciso dos teus venenos, nem da tua maneira de ser. Não quero mais venenos, a matarem as minhas emoções. »

 

no more poison killing my emotions.


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Domingo, 13 de Junho de 2010

What If

Sentia-me sozinha, desprotegida naquele espaço. Era como se faltasse algo, faltasse alguém. Eu sabia quem faltava, sempre soube. Mas havia algo em mim que não me deixava dizê-lo, mas repetia-se monotonamente na minha cabeça. Fui vivendo os dias, enganando-me a mim mesma, imaginando-me bem quando realmente, não estava. Estava tudo mal, tudo ao contrário. Na minha mente só o som dos vossos risos, da vossa voz, aquela voz que não esquecia, é que permaneciam. Vivia numa solidão notável. Esforçava-me por mostrar um sorriso, por entregar-me. Sempre me esforçei para encontrar mais em mim. Queria mais de mim, não queria só a rapariga triste sem amigos. Queria alguém para desabafar, alguém que me amasse, incondicionalmente. Precisava de alguém assim há imenso, estava á espera. Esperei de mais. Demorou. Eu continuava perdida, sem oportunidades de encontrar o meu caminho. Segui as pegadas, procurei pistas, permaneci sempre á procura. Nada encontrava, e a esperança começou a desaparecer. Todos os dias de manhã, era dificil, levantar-me, vestir-me, viver com aquilo dentro de mim. Aquele sentimento de raiva dentro de mim, continuava presistentemente a incomodar-me. Aguentei mais uns dias, semanas, meses. Os segundos pareciam horas, os dias eram semanas e cada vez que um mês passava pareciam ter sido anos. Não encontrava respostas, para encontrar-me a mim mesma. Encontrava dúvidas, interrogações e perguntas a invagar. Não dormia, adormecia a pensar em como o dia seguinte iria ser pior. Sempre pior. Era sempre pior, sempre mais terrível, mais assustador. E eu não via saída para isto. Simplesmente, desisti de procurar por ela, desisti de tudo. De amar, de lutar, de compreender.  Aprendi a desistir. A desistir de mim mesma. Entreguei-me á escuridão próxima, entreguei-me ao ódio. Vagueava pelas ruas de uma maneira fria, eu tornei-me numa pessoa fria. Sem sentimentos, sem sonhos, sem ambições. Tornei-me em alguém triste, a quem ninguém se aproximava. Perdi as minhas oportunidades, perdi tudo o que quis, perdi o que sonhei ter, perdi-te, meu amor.

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publicado por killua às 18:53
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010

Castelo

E gostava que lá naqueles momentos solenes, eu saí-se. E fosse caminhar pelos pardos, aqueles pardos bonitos que tu me mostras-te. Aqueles em que outrora, foram o nosso cantinho. Naqueles momentos solenes, queria caminhar ainda mais que os pardos, passar as florestas, correr descalça, ser eu mesma. E encontra-se lá aquele castelo na região do Nada. Castelo Andante em minha frente se apresenta. Foi numa tarde de Agosto. Aquele ferro-velho lamentável apresentava-se à minha frente. Nunca acreditei muito nessa coisa de feiticeiros nem fadas, nem de bruxas. Nem sabia que a região do Nada existia verdadeiramente. Lá ninguém vive, apenas o Castelo Andante. Mas como o seu nome indica, o Castelo movimenta-se. É tudo comandado lá dentro. Alcancei-o com as mãos. Entrei, aquele calor vindo de dentro atraiu-me. Gritei por alguém, mas lá dentro ninguém se encontrava. Sentei-me no chão e deixei-me adormecer, naquele Castelo nunca antes visto.

 

Saí . Encontrei-me em www.raspberry-boom.pt.to , este blog é triste . e está ás moscas. sinto falta de um novo canto . até sempre , pode ser que um dia volte .

 

de uma outra, com amor.


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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

A Moda ♥

Não sei como considerar a moda. Toda a gente chama à moda algo extraordinário. Eu também. Mas para isso há que saber vestir! Há que se saber enfeitar, usar os acessórios, juntas as peças de roupa. A isso chamo a arte de vestir. Acho que a moda não é vestirmo-nos como o vizinho se veste. É vestirmo-nos conforavelmente. Eu vou admitir, as pessoas não gostam de mim, nem do meu estilo. Acham-no diferente, estranho, até chegam a dizer horrível. Mas eu gosto de ouvir as suas opiniões. E tento aceitá-las, da melhor forma possível. Mas se respondesse, responderia com o que penso, o que para mim está correcto. Eu visto-me de um modo diferente, estranho, um tanto-ou-quanto esquesito para quem não me conhece. Gosto de calças de ganga, sim! Adoro vestidos floridos, isso é verdade! Mas o que mais adoro são os padrões. Os de zebra, os de leopardo, nos mais diferentes tons. Não sou como a maioria das pessoas que se veste como os outros querem. Eu sou como sou, eu plagio-me na roupa, sinto que elas definem-me.

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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Tell me when you hear my silence ♥

The fabric of your flesh, pure as a wedding dress.

E tu não valheste nada. Foste uma perda de tempo. Foste a dor e a solidão. Foste a metáfora que não conseguia explicar. Foste o susto e o medo. Foste a beleza e as aparências. Foste tudo o que nunca quis. Foste tudo , tudo o que poderias ter sido menos o que mais queria . Não foste o abraço , não foste o sorriso , não foste o beijo , não foste o ombro para chorar , não foste o amor . Não foste aquele que eu pensava que poderias ser . Foste aquele que sempre critiquei . Foste aquele a que dizia que nunca me iria apaixonar . Foste alguém . Alguém . Nunca quisseste saber do que queria , do que desejava , do que sonhava . Nunca te interessou saber de quem eu pensava naqueles meus momentos nostálgicos . Naqueles momentos em que pensava que faltava algo em mim . Naqueles tempos que não ouvia a matéria , em que ficava a rascunhar quotes no caderno enquanto olhava para ti . Se soubesses que eras sempre tu que estavas nesses momentos , talvez tivesses mudado de opnião . Se tu soubesses que para mim as palavras não valem nada por vezes , não o farias . Se soubesses que a imagem não vale nada , aceitarias-me . Era giro . Era giro se isso acontecesse mas não . És fútil . És tudo e nada .

 

És a vida e a morte , és o conforto e o incómodo , és a alegria e a tristeza .

És o que sempre quis mas que nunca vou ter.

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Sábado, 3 de Abril de 2010

Why pretend? ♥

''Eu estava sentada num banco próximo , com os phones nos ouvidos a cantarolar para mim o Born For This dos Paramore . Trocávamos olhares , olhares de raiva , olhares de amor , não sei . Tu fingias que nada se passava . Sim , fingias . Conheço-te minimamente bem para saber isso .''

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Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

It's Cotton Candy ♥

Gosto de muitos doces . Adoro o doce do gelado de filipinos da minha mãe . Adoro o arroz-doce ainda quente . Adoro comer leite de creme logo depois do almoço . Gosto de lamber os dedos , de me rir . Ah , amo algodão doce . Sou capaz até de dizer que é o doce do nosso amor . Lembras-te daquele dia ? Na nova feira-popular ? Combinámos a saída . Estava tão entusiasmada , nervosa , por ir ter contigo . Estava mesmo a ficar stressada , até que ouvi a campainha tocar . « Oh Meu Deus , que vou eu fazer ? » pensei . Desci , abri a porta . « Olá. » foi como me cumprimentas-te. « Olá . » respondi eu num tom solene . « WOOOW , estás linda ! » elogiaste-me . « Oh , obrigada » corei , fiquei toda vermelha . « Vou buscar o meu casaco , volto já » . E fui , sorrindo , apetecendo-me berrar o teu nome . Apesar de ainda não nos conhecermos bem , conheciamo-nos há tempo suficiente para saber que te adoro . Peguei no casaco e voltei . Peguei nas chaves de casa , pûs o telemóvel e a carteira no bolso do casaco , e sai contigo . Estava uma noite maravilhosa . Era lua cheia , e a lua estava tão bela e cristalina que parecia um grande diamante . A brisa era fresca , mas não fria . Fomos conversando . Visto que a feira era perto , fomos a pé . E fomos sempre um ao lado do outro a falar . Chegámos á feira popular . Fomos para a bilheteira . Pedimos dois bilhetes e entrámos . Adoro feiras-populares . Adoro as montanhas russas , os carroséis , adoro tudo nas feiras-populares . Penso nelas como uma forma de diversão . Convidaste-me para ir ao carrósel rápido . Era um intitulado de '' Neve Gelada '' . Rodopiava , rodopiava para trás , a uma velocidade imensa . Penso que talvez tenha sido o carrósel mais divertido em que alguma vez andara . Adorei , principalmente a companhia . Também andámos em montanhas-russas e outras diversões . Fomos a um daqueles jogos , sabem ? Aqueles jogos em que se têm arcos e se têm de atirar para as garrafas ? Ele jogou um desses , por mim . E ele pediu para eu escolher um dos bonecos expostos . Escolhi um urso . Um urso de peluche , cor-de-rosa , com um coração . Ele olhou-me , com aquele olhar , que me enfeitiçou . E jogou , jogou bastantes vezes , deve ter quase ficado sem dinheiro . No final eramos só eu e ele , a abraçar o peluche . Outra das coisas que adoro nas feiras-populares é a comida . Aquela comida de plástico que nos faz ficar enormes , bastante gordas . Uma vez , de vez em quando não há de me fazer mal . Gosto das farturas , de as levar para o pequeno-almoço do dia seguinte . Também gosto daquelas coisas , que não faço ideia do nome . Lá dentro , leva ketchup , maionese e mostarda . E as pipocas ? Delicia . Odeio pipocas salgadas , adoro doces . Odeio encontrar o milho , mas adoro tudo o resto . Mas o que eu gosto mesmo , o que eu gosto mais , é do algodão doce . Adoro ver as pessoas a fazê-lo . E adoro o algodão doce cor-de-rosa , apesar de naquela haver algodão doce azul , laranja , amarelo ... Pedímos um algodão doce cor-de-rosa . Eu peguei , visto que tu tinhas o meu peluche cor-de-rosa . E saímos da feira ,  de mãos dadas , a comer algodão doce . As tuas mãos eram frias , o teu coração estava acesso , o algodão doce sabia bem .

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publicado por killua às 23:39
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Terça-feira, 30 de Março de 2010

Somehow Everything Is Gonna Fall ♥

Apetece-me gritar . Dar um berro e um murro no meu coração . Apagar as más experiências , deixar cá as boas . Apetece-me fazer o teu coração sofrer tal como fizeste ao meu . Apetece-me mudar de rumo . Apetece-me fazer coisas que nunca faria , gritar coisas que nunca diria a ninguém , viver do gozo . Apetece-me também jogar um jogo , certamente , o que tens feito este tempo todo . Apetece-me algo . Tenho uma espécie de dejá vu dentro de mim há espera de ser revelado . Tenho palavras na minha garganta que imploram para sairem . Tenho uma mente especialmente reversa para este tipo de situações . Passei por imensas . Mas de tudo o que revelei , o que me apetecia mesmo , era ter-te comigo . Mas não dá . Foste tu que decidiste fazer as coisas deste modo . Foi tua a ideia de nunca mais falarmos . Tua a ideia de me fazer chorar . Tua a ideia de me deixares . E sinceramente , deixa estar . Estou bem assim . O meu cérebro sim , o coração não . Mas , aguento . Tenho de aguentar . Tenho de aguentar o que me tens feito passar , tenho de aguentar a ângustia de te ter ao meu lado e não te tocar . Hoje durante a aula , a tua caneta caiu . Eu quis ir apanhá-la . Baixei-me , mas depois a tua rápida mão alcançou-a . E nada disseste , eu tentei ajudar-te . A sério que tentei sorrir , mas não deu . Sabes bem que não me consigui concentrar . Estavas ali . Estavas vivo ao meu lado , a sussurar , aos papéis com outras raparigas . Estavas ali , estavas vivo , ao meu lado , mas sincerament , és um orgulhoso . Esta manhã , passámos ao mesmo tempo e nem um « Olá » disseste . Nem me cumprimentas-te , não me sorris-te com aquele teu olhar fantástico . Não brincas-te comigo . Há hora de almoço , não tirámos nenhuma foto para pôr nas nossas redes sociais . Não andei ás tuas cavalitas , nem me compraste um chocolate Kit Kat . Não fizémos nada do que costumávamos fazer . Ir para a escola já não era um sonho . Pareceu tudo cair . Pareceu tudo mudar , parecer tudo parar no tempo . Pareceu que tu mudaste . Más companhias ? Talvez . Outra pessoa ? Quem sabe . Novos passatempos ? Não és pessoa disso . Sinceramente , não sei o que te dizer . O que falar , se te hei de procurar . Não saberia o que dizer . Mas parece que tudo vai cair aos meus pés , que tudo deu uma reviravolta , que perdi tudo que demorei a alcançar . A questão que pára no ar é « Porquê ? » . Mas mesmo pelos simples papéis que mandamos durante as aulas , tenho medo , ou talvez vergonha de to dizer .

 

Sou uma inútil .

música: Hallelujah - Paramore
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publicado por killua às 00:05
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Domingo, 28 de Março de 2010

You Took My Hand and Danced with Me ♥

Estava a chover . Chovia torrencialmente , imenso . O dia estava horroroso , estava um frio capaz de congelar , o vento empurrava-te para trás , a chuva pareciam lágrimas , que corriam , nunca parávam . Estava sem guarda-chuva , a única roupa que trazia era uma calças justas e uma camisola pouco quente . Corria , não me queria molhar . Não olhei para trás , nem fazia ideia de que ias atrás de mim . Tu tinhas um guarda-chuva . Tinhas um casaco quente sobre ti . Estavas aconcegado . Atravessei a estrada mesmo sem reparar se algum carro passava . Por pouco não fui atropelada . Entrei na loja das gomas . Depois de um dia assim , algo doce seria fantástico ! Apenas ao correres para chegar até mim é que percebi que estavas ali . Tentei ignorar-te , mas não consegui . O impaciente senhor das gomas entoou « Menina , vai querer alguma coisa ? » . Obviamente , respondi que sim . Passei os dois euros por cima do balcão e começei a pedir: « Um chupa pinta-línguas , um cogumelo , duas natilhas , quatro tartitas , uma linea amarela , ... » . Chegas-te ao pé de mim . « Olá. » , disses-te tu . Eu não quis responder , mas o meu coração foi mais forte que eu . « Ah... Olá . » . Continuei a pedir as minhas gomas . Tu tentaste falar comigo , e eu tentei novamente ignorar-te . No final de pedir , o senhor entregou-me as gomas por cima do balcão e eu peguei nelas . Tu fizeste-te de irónico e pediste-me uma goma , noutros tempos , seria eu a querer dar-ta . Eu dei , e tentei seguir caminho . Escondi as gomas no bolso para estas não se molharem e continuei . Vieste atrás de mim . Mantes-te o teu guarda-chuva em cima de mim . Estava a chorar , apesar de não parecer por causa da chuva . Disseste para eu te abraçar , e eu encostei a minha cabeça ao teu peito . Encostei e tu abraçaste-me . Andámos , sempre sem dizer uma única palavra . Até chegarmos a um pátio , a um belo pátio . Tu disseste-me para te dar a mão . Não disse nada , apenas toquei na tua mão . Apesar de o banco do pátio estar molhado , sentámo-nos lá . « Tenho frio. » , disse eu . Lentamente , sem dizeres uma única palavra , tiráste-o e colocáste-o nos meus ombros . Eu senti-me quente . Depois largaste o guarda-chuva . Levantaste-te e pediste-me para te dar a mão novamente . Eu dei . Foi aí que disseste, « Vamos dançar » . Sorri , pela primeira vez naquele momento e começei a rodopiar nos teus braços . Tu abraçaste-me , nunca me deixas-te cair . Estiveste sempre lá , como sempre estiveste mas nunca tinha reparado nisso . Senti que te amava . E foi aí que disseste o que eu estava á espera . Começou a chover ainda mais . Ficámos parados , mesmo juntos um ao outro . Encostas-te a tua boca ao meu ouvido , e sussuras-te  « Amo-te . » . O meu coração e a minha cara encheram-se de lágrimas . E até gritei , mesmo a altos berros , « EU AMOOO-TE !! » . E dançamos de novo , e foi aí démos o primeiro beijo . Encostá-mos os nossos lábios uns aos outros e senti o teu hálito . Senti os teus lábios secos a molharem-se com os meus molhados . Senti que te amava , que tu me amávas , que a nossa história seria sempre intitulada de conto de fadas .

 

Acordei sobressaltada , eram horas de ir para a escola . Big dream .

música: Almost Lover - A Fine Frenzy
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publicado por killua às 23:08
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hit the road jack.

e se fores, não voltes. never come back. se fores, nem tentes ligar, escrever ou tentar entrar em contacto comigo. porque se fores, partirás o meu coração de novo. e se tentares voltar, o meu coração, o meu magoado coração, perdoarte-á uma vez mais. partis-te. mas depois, voltas e brincas com o meu coração como se fosse algum produto que compraste, magoaste e deixas-te sozinho. mas não é! eu tenho sentimentos! tu, tu aí, vais abandonar-me uma vez mais? ou vais partir? PARTE! parte, desde que te certifiques que não voltas. não voltes nunca mais! porque eu estou farta de sentir a palavra sofrimento. falas, falas mas nunca dizes nada correcto. contas-me as tuas teorias falsas. e estou farta disso. farta, fartissima de ti.

 

se fores, não voltes.



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publicado por killua às 12:10
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Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Talvez Um Dia

Pára. Podes parar já por aí. Pára de te lamentar e fazer de vítima, porque sinceramente isso comigo não dá. Não dá e tu sabes porquê. Porque prefiro ficar aqui infiltrada, morta nos meus pensamentos do que enfrentar-te. Prefiro mandar papelinhos a perguntar «Porquê?», que pedir para falar contigo a sós, para te contar que é tudo mentira, não irias acreditar, ninguém iria acreditar.

Alimentei expectativas em vão, disse a mim mesma que a nossa história poderia ser um conto de fadas. Por momentos, acreditei nessa teoria mas agora não. Não, não mesmo.

A vida deu imensas voltas, tu sabes disso. Mas agora, não venhas dizer que eu sou mentirosa, quando a única pessoa que mentiu foste tu. Mentis-te, traíste e tiras-te conclusões falsas. Nem coragem tiveste para me falares. Dos teus lábios nenhuma palavra saiu, apenas suspiros. Os teus dedos incharam de tanto escrever.

Gostaste de gozar com a minha cara. Gostaste de mostrar a todos o papel. A porcaria do papel. Gostaste de dizer a todos, «vêem? Ela gosta de mim! LOL.», na tua cara notava-se o gozo da tua atitude.

Sinceramente, não percebo qual é a piada de gozares com os outros, de os matares psicologicamente, de lhes consumires a energia. E por todos em teu redor a rir, da pobre coitada que te amava. Mas, infelizmente, a sua beleza não chegava para ti.

Chorei. Ouvi músicas tristes e permaneci calada durante todo o tempo onde estive de estar no mínimo a 5 metros de ti. Chorei imenso, as minhas lágrimas frias, vagas, brilhantes eram sinceras, apesar de isso não significar nada para ti.

Juro que gostei de ti. Mas, gostei. É pretérito, pretérito perfeito, apesar de nunca perfeita ter sido a nossa história. Talvez deva mudar esta frase para pretérito imperfeito. Eu gostava, tu gostavas, ele gostava, nós gostávamos, vós gostáveis, eles gostavam. Assim sim.

Não é pretérito. O meu coração não consegue conjugar verbos, não os consegue distinguir. Eu digo «esquece-o», mas o meu coração interpreta mal, cada vez me faz lembrá-lo mais. O coração chorou e derramou as suas lágrimas. Afinal, isso é o que ganhas, quando deixas o teu coração ganhar.

Agora vem a parte da aparência. O que iriam eles pensar? O que iriam eles pensar ao ver alguém tão popular com alguém tão insignificante? Alguém, como eu. Alguém que não fosse suficientemente bonito para ti. O que haveriam os outros de pensar? Bem não seria. Deixa-me adivinhar… iriam dizer que consegues arranjar melhor. Iriam dizer que sou feia, não transbordo beleza como tu. E, nesta sociedade, as pessoas ligam mais a isso que ao próprio coração da pessoa, aquele que depois de tu o largares, se desfaz em pedaços.

És excepcional. Adoro o teu sorriso, a maneira como sorris de orelha a orelha e o teu sorriso metálico. Adoro olhar-te nos olhos, ver-te ao longe e fingir que não estou a olhar. Sorrir, envolver-me, imaginar-me nos teus braços.

Vamos brincar. Um dó li tá, cara de amêndoa há, quem está preso, preso está, um dó li tá. Agora tu. Vá, vamos. Brinca comigo, como amigos. Afinal, é isto que os amigos fazem. Brincar. Vamos brincar aos cowboys. Vamos brincar aos professores, até aos médicos. Vamos gritar por socorro, anda salvar a donzela da sua torre. Anda brincar aos castelos, ás fadas e aos príncipes encantados, demasiado constrangedor. Mas vá, joguemos. Joguemos, criemos um cenário. A vida é um teatro, não é? Então vá, vamos jogar. Beija-me, é apenas teatro. Se a vida é um teatro, e no teatro as pessoas se beijam sem sentirem algum sentimento, vá, beija-me.

Queres que te defina? Infantilidade. Idiotice. Parvoíce. Estupidez. Tens qualidades. Muitas. Demais, talvez. Mas tu é que sabes. A tua vida é a tua vida, e sinceramente, ando farta de esperar por ti. Sou demasiado impaciente. Mas e se, a espera não valer de nada? Se no final correres para outra rapariga? Se no final eu não ser a escolhida? Responde-me. Diz-me porque. Diz-me o porque, porque é que isso aconteceu.

Vou definir-me a mim agora. Apenas uma rapariga com um coração partido, cheio de feridas, um coração pequenino e agora negro. O meu coração, tem agora feridas. Muitas, espalhadas entre ele. Foi encolhendo, encolhendo. Cada palavra que entoavas, encolhia-o. Chegou a um ponto, em que ele não aguentou, e admitiu. Ficou escuro, preto, negro. Já não vale a pena sorrir. Para quê? Humilhar-me? Chorar? Tentar defender-me? Não.

E como fica tudo agora? Não aconteceu nada? Vais lembrar-te disto para sempre? Vais relembrar-me desta situação todos os dias? Quero preparar-me. Que humilhação!

Vou contar-te uma história. Já ouviste a Cinderella? E a Ariel? E aquela da Bella e o Monstro? Exactamente! Eu sou o monstro, correcção, a monstra. E tu és o belo. Como sabes, eles atravessaram obstáculos, haviam mais pessoas na vida de belo. Mas ele preferiu a mais estranha das figuras, seguiu o seu coração. A monstra no final, transformou-se em uma bela princesa. Vamos experimentar?

 

Talvez um dia.

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publicado por killua às 00:09
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

hoje, relembro-me.

hoje dei-me conta. hoje fiquei sentada, sozinha no banco á frente da escola primária. hoje fiquei a relembrar-me. A relembrar como se fosse hoje todos os tempos em que era igualzinha a eles. e relembrar-me de quando era assim, pequena, frágil, divertida, alegre. de quando ainda me restava algo que eu chamo de memórias. hoje isso desapareceu.

senti-me a observá-los. á saida da sua aula. lembro-me de quando tinha a mesma idade que eles. e quando a minha mãe chegava para me vir buscar, eu saltava para o seu colo e ela abraçava-me. as crianças saiam, de mão dada com os país aos saltos enquanto contavam o seu dia, a sua rotina. a contar tudo, enquanto os país não prestam atenção. enquanto eles pensam no seu trabalho, nas contas que faltam pagar, na sua situação amorosa.

 

quando se é pequeno não se consegue perceber.

música: Memories ~
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publicado por killua às 21:21
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Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

ele quase que descobriu

Ele quase que descobriu.

Ele quase que soube.

Ele quase que desconfiou.

Ele quase que gozou.

Ele quase que falou.

Ele quase que tentou.

Ele quase que notou.

Ele quase que provou.

Ele quase que fez.

Ele quase que foi.

Ele quase que chorou.

Ele quase que,

Ele quase que sentiu.

Ele quase que me amou.

sinto-me: C2 «3
música: The Only Exepcion - Paramore

publicado por killua às 16:38
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

but all i feel is strange, strange ~

Estranha. Estranha num mundo onde apenas existe: perfeita ou imperfeita.

Estranha, escondida, tentada a mudar de rumo.

Estranha, no meio da enorme multidão.

Estranha, na multidão.

Estranha, a passar pelo vidro que reflectia a sua face.

Estranha.

Estranha, sozinha, abandonada.

Estranha, como uma criança de seis anos á noite.

Estranha, estranha perante todos os homens, mulheres, crianças, adolescentes.

Estranha, como nunca havia sentido.

Estranha, num mundo onde nunca será aceite, ela sim é imperfeita.

sinto-me: estranha ~
música: Strange - TH ft. Kerli

publicado por killua às 22:30
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

escrever, amar, voar.

Com a caneta na mão, não há limites. Há imaginação, magia, brilho.

Há rabiscos e riscos por cima dos nossos erros, rascunhos nas pontas das folhas, corações pelo meio do texto.

Com a escrita sinto-me livre, viva.

Sinto que tenho asas e vou aprender a voar! E voar por aí com o meu caderno a escrever, expressar as minhas emoções.

Vou andar por aí a escrever o aspecto do beco nº 23. De que cor estava o céu dia 28 de Julho. Se as árvores baloiçavam vento entre si, se arrefeciam a nossa pele.

Simplesmente escrever. Escrever o que quiser, como quiser.

Escrever sobre o que quiser, o que me apetecer, os acontecimentos do dia.

Escrever, amar, voar.

música: fireflies - owl city

publicado por killua às 18:54
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Indiferença

Estava numa mera aula de português. Sim, uma mera porque as aulas são assim. Cansativas, aborrecidas, sem vida.

Bateram à porta.

«Ann, olá, somos do correio da amizade».

«Ahh, distribuiam lá»

Elas começaram a entoar os nomes manuscritos dos envelopes. «Ana Luisa». «Ana Maria». «Carolina». «Carolina». «Inês». «Carlos». «Carolina».

«Sara» - levantei-me, e de cabeça baixa fui buscá-la.

«Irchad». «Helena». «Carolina».

A lista perlongou-se. Perlongou-se com Carolinas, Anas Marias e Anas Luísas.

E eu perguntei a mim mesma, porque é que eu, escrevendo a tanta gente recebi apenas umas 3 simples cartas. E a outra aluna nova, recebera 17. Sim, a diferença é enorme.

E eu aí apercebi-me.

Apercebi-me de que eu não significo nada.

Que eu não valho lá.

Que se criasse um inquérito «Qual das alunas novas preferes? Carolina ou Sara?», a maioria seria a 1ª opção.

 

Não me concentrei mais na aula, não consegui.

E até tendo um texto de 2 páginas para completar naquela aula, que valeria para a minha avaliação, não ficou como eu esperava.

 

E que isto não são ciúmes. Não são. São feridas psicológicas que nada nem ninguém poderá curar.

sinto-me: life, life is life.
música: Now You're Gone.
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publicado por killua às 23:03
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

kiss the rain. the drops. the clouds. the cold.

forget. forget him.

think about the weather.

it's cold. it's raining. it's cloudy.

it's a ugly day.

a ugly day with a ugly weather.

the drops are fake.

the clouds are grey.

the cold is broken.

the water is sad.

 

música: kiss the rain (L'

publicado por killua às 20:00
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Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

- Dreaming of suicide.

Adormeci. Era noite avançada, 11 da noite. Na manhã seguinte teria de me acordar ás 7 horas da manhã mas a hora não me incomodava.

Nem sei se aquele sonho era um pesadelo. O único motivo pelo que não seria um sonho, foi que depois de tanto sofrimento e tanta dor, não fez efeito.

 

''O ar era quente, sofucante e encarnado. A sala era pequena, apesar de confortável, pelo menos o sofá onde estava sentada. Enfadonha era a melhor palavra para descrever o local. Um punhal encontrava-se no chão de uma das pontas da sala. Não me lembro do que aconteceu aqui Lembro-me de ter o punhal apunhalado entre o meu peito, a minha barriga. O meu coração. A dor matava a minha alma e enterrava os meus medos. A dor era forte, mortal, doentia. A dor retraiu-se. Por momento senti que a minha alma já estava a ser recolhida para o céu, ou talvez não para aí. Mas não. O sofrimento não valeu de nada pois continuei ali, depois de tanto sofrimento, viva. Já não sentia nenhuma dor. Já não havia nad de mal. Eu só queria que me tivessem deixado ir.''

 

pessoal desculpem, é só mesmo um desabafo.

 


publicado por killua às 22:06
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Terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

@

Ando farta desta bodega toda! Ando farta dos meus 1277 comentarios nao andares. Ando farta de blogs pelos quais vejo que sou demasiado ignorada. Quando vejo que sou uma inutil aqui. Que nao sou responsavel o suficiente para ter um blog decente. Vejo que a unica pessoa na qual sempre poderei confiar e' a annes. Vejo que as minhas atitudes fazem.me parecer horrivel. Sao tudo mentiras. Vejo as pessoas a fugirem de mim. Vejo que nao tenho significado. NEM AQUI, NEM EM LADO ALGUM.

 

Querem mesmo que eu ''desligue''?


publicado por killua às 23:39
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Férias.

 Qualquer estudante quando  as suas tão esperadas férias aproximarem-se ficam loucos de alegria. Eu tambem. Mas não pelo mesmo motivo. O ultimo dia de aulas iria ser demais. Não ali, onde não me sentia confortavel, mas sim ao lado deles. Os especiais.

 

Mas esse dia ja la vai. As fériais ja não são boas.

 

São vagas como as aves selvagens no inverno;

São tristes como a morte;

São solitarias como uma prisão;

 

São momentos sem viver.

Ou viver sozinha. So eu e o computador.

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publicado por killua às 14:17
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Domingo, 6 de Dezembro de 2009

feel every moment. it can be an ilusion.

Hoje, hoje já senti 3 sentimentos. Pela manhã, enquanto o sol não abria caminho por entre as nuvens, sentia-me alegre. Alegre, como se o meu par encantado tivesse aparecido ou algo que realmente desejasse acontecido. Mas não. Foram elas. Elas as quatro que me fizeram sonhar e ter uma manhã generosamente feliz. Começou pela Mariana, no Francês. Ela, ela lê os meus segredos sem eu fazer qualquer som. Sem eu fazer qualquer movimento. É aquela companhia, a companhia reservada que saberemos que estará sempre lá, ou quase sempre. Quando o intrevalo da minha classe no francês acabava mais tarde, lá ficava eu, não na sala onde todos se encontravam. Mas sim no pátio onde as gotas da chuva molhavam cada canto do ecrã baso do meu telemóvel. Sim, esse, esse era o meu companheiro. O companheiro das noites longas, sem dormir nem um pouquinho. Das noites frias, das noites quentes, das noites perto, e das noites longe. Era o companheiro da aventura, da magia e da música, qual nunca largava. Mas quando como hoje, o nosso acabou eu primeiro lugar, corrémos uma para a outra abrançando-nos em fraternidade conjunta. E quase larguei uma lagrima, mas essas conteram-se. Na sala dos jogos, as duas  jogávamos com as vastas raquetes e ouviamos música. Música nossa, apenas música alegre. Depois, lá bem depois do francês, estava no Inglês onde pelos 3 anos que lá passei já conhecia como a palma das minhas mãos. Três. Três foram aquelas que me fizeram rir até não puder mais. Rir como doidas, com felicidade. Elas também, foram um refúgio e pessoas com quem eu possa falar. E eu adoro-as.

 

 [continua...]

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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

my sweet angel & my day.

 

Conheci-te há 5 meses, pelo OMG' Contest. Esse não era o primeiro blog teu que eu visitava: já acompanhava o Poker Face desde o visual com fotos tuas e da Beyoncé, mas nunca havia comentado. Depois, tu fizeste um post a dizer que ninguém nos blogs te amava tanto que te fosse fazer uma sign. Lá fui eu parar os preparativos para essa noite (era dia 23 de Junho, o que equivale a véspera de S. João, cá no Porto) e abrir o PS (não ficou nada de jeito, que eu trabalhava com aquilo há pouco tempo, mas vamos ser práticas e ignorar os pormenores. --'). Ainda tenho guardado o comentário que fizeste no SaraMadeira.pt.to, a agradecer - ainda com o nick SarinhaW:

 

 

OMG!! Taum lindo *-* Obrigada. Vou fazer.te uma tbm ^^ Tens msn? Bjs

 

 

A partir daí, fomo-nos aproximando cada vez mais, até eu te considerar a minha BF. Identifico-me contigo e sei que, tal como eu estarei sempre aí para ti, tu estarás sempre aqui para mim. És fabulosa, Sara. És querida, simpática, divertida e sinto que posso contar contigo.

Tu amas Twilight e eu não consigo viver sem HP. Tu tens caracóis e eu tenho cabelo liso. Tu vives em Coimbra, eu sou portuense. Tu és espectacular, eu adoro-te. =P

Por tudo isso e por outros factores que fazem de ti a pessoa especial que és,

Adoro-te, meu doce! *-*

 

 

Vá, prepara-te para o meu testamento agora:

 

Porque, simplesmente ela é o meu ser *-*

A minha melhor amiga. O ombro onde posso chorar, sempre.

A Ana foi a 1ª a me fazer sentir pessoa nos blogs... com a sua sign !!

A 1ª a fazer ver o quanto importo. Eramos apenas nos as duas, apaixonadissimas uma pela outra. Desde esses 5 meses que me apaixonei o :

 

ya, já tivemos bu'e chatiadas but, whatever.

Adoro a anne. Tendo os mesmos gostos, não tendo. Sermos iguais, diferentes. Perto, longe... O que importa é a nossa amizade.

 

Vá, a ana já teve estes nomes:

Ana

Ana Madeira

anne

Doce

Malvada

Bruxa

Bruxa Malvada

ANGEL (a)

 

e ela não se importa. porque ela ama-me ^^   ahah

NUNCA, NADA, NEVER, NOTHING, JAMAIS, RIEN, (olhem, sei falar 3 linguas) irá separár-nos (vais-me aturar até á morte haha) ++

 

FOREVER YOU, angel }

 

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Obrigada por me fazerem sentir melhor ^^

Ai hoje ^^

Fui ao cinema ver '' Um Conto De Natal '' com a Lara. Opá, aquilo parecia ser tudo crianciçe e o caraças mas opáá... AMEI (ya, sou pita e depois?)

Ai, comemos gomas (eu nao devia ter comido mas prontos) comi.

E depois fomos pa Bershka porque a minha mae tinha ido ver o 2012 e so acabava bue depois do nosso. Como ela me ia comprar umas calças, eu e a Lara escolhemos umas e tal pa exprimentar. Criámos um look. O meu era um casaco { fAnTáStIc } ; uma camisola branca really sweet ; umas calças cinzentas claras e uns ténis LINDOS LINDOS LINDOS LINDOS que ela também tirou.

Fomos provar e no final os tenis dela nº 38 n lhe serviam nem os meus, nº 39.

Vá, no final guardamos as calças num sitio pa depois as irmos buscar. Fomos pá BOX ver DVD's quando a minha mãe diz pa nos irmos embora. Nem comprámos as calças nem nada, que m**da ._.

 

BYE !!

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publicado por killua às 20:49
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Domingo, 29 de Novembro de 2009

ANYONE

Nunca ninguém irá entender o sofrimento. Nunca ningém saberá o quanto dói estar sozinha neste mundo. Não ter alguém a quem mandar um sms para receber uma resposta consoladora que me faça voltar a erguer a cabeça. E ter vontade de viver. Alguém que abrisse uma luz quando está escuro e não vejo o caminho...

Alguém que já tivesse passado o que eu passei e me apoiasse...

 

Um Amor.

Um Amigo.

Um Colega.

Um Irmão.

Um Desconhecido.

 

APENAS ALGUÉM QUE ME FIZESSE VIVER ._.

sinto-me: Perdida
música: Nobody's Home - Avril Lavigne
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publicado por killua às 11:37
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Sábado, 28 de Novembro de 2009

É uma coisa assim...

  1.  Conheci-o no Verão, no baile da terra da Lara
  2. Vi-o
  3. Apaixonei-me
  4. Ele era mais velho
  5. Fumava
  6. Bebia Cerveja
  7. Mas era perfeito
  8. Vivia em França
  9. Só vem nas férias
  10. Entrei no hi5 com a Lara
  11. Hoje
  12. Ela entrou no perfil da prima
  13. Soube tuddo.
  14. Reencontrei-o
  15. Passei a saber agora o nome
  16. E ter imagens dele.
  17. Para vocês pode não ser nada
  18. Mas para mim é uma descoberta explêndida.
  19. Não quero saber.
  20. Eles riram-se.
  21. Porque souberam.
  22. Anyway, I DON'T CARE

 

 

sinto-me: (LL)
música: A Nossa Geração Q'é Que Tem?
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publicado por killua às 22:20
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Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

I WANT BUT...

I EVER TURN BACK

sinto-me: Traída
música: Desculpa Lá ~ Diana
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publicado por killua às 18:10
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Prefácio

Prefácio

Olhava para o relógio. Os ponteiros rodavam lentamente sobre os meus olhos. Esperava pelo momento. Subi para o meu quarto, entrei, observei as paredes escuras e deitei-me na minha cama. Estava á espera. Estava á espera de ouvir a campainha. Iria descer correndo e abrir-te a porta, depois abraçar-te-ia. Continuei a examinar cada canto obscuro do meu pequeno quarto. Era tão calmo… Ouvi um ruído. Deveria ser ele. Apressei-me a levantar-me e corri até á porta.
Abri-a, era ele. Olhava-me com um olhar feroz, interroguei-me porque.
- Entra – disse, respondendo ao seu olhar – podes ficar á vontade.
- Obrigada – declarou com uma voz rouca.
Fechei a porta e dirigi-me aos sofás. Examinei o seu rosto, ele também o fazia.
- Rachel, não podemos continuar escondidos. Mais tarde ao mais cedo vão encontrar-nos. Temos de fugir!
- É difícil – disse, num tom sincero – temos de continuar escondidos, é o melhor. Não posso voltar para casa. Oliver, não vou conseguir.
- Tens de tentar. Voltaremos, demasiada gente está a sofrer pela nossa fuga. 
- Só mais uns dias. Mais uns dias, apenas para me acostumar á ideia.
- Dou-te mais quatro dias. Estamos á seis meses desaparecidos.
- Apenas?
- Até amanhã – e entoando estas palavras levantou-se e saiu rapidamente.
Ao ouvir o bater da porta, desapertei os sapatos e deitei-me. Teria de pensar. O Oliver tinha razão, mas eu não podia voltar para casa. Iria voltar a vê-los, todos os meus inimigos. Todos os que me fizeram mal e me partiram o coração, todos os que me fizeram chorar, muito. Pensei, pensei, pensei, sem me cansar. Até que adormeci e pela manhã, perguntei-me a mim mesma o que tinha acontecido.
 
(se alguém quiser que continue a postar partes do meu livro, diga *-*)
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publicado por killua às 23:32
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

- vocês sabem lá...

É dificil como a vida passa sem que a vejamos. É dificil. Á anos estava pequena, muito pequena, era como uma boneca de porcelana movimentada. Saudades. Saudades do tempo sem confusões, sem mágoa, sem medo... Sem infelicidade resumindo. Era uma rapariga bonita, com uma beleza exótica mas profunda. Tinha duas tranças negras. Os meus brilhantes castanhos olhos eram tão bonitos que todos o diziam, era alegre. Tinha amigos verdadeiros e nunca tinha sabido o que era o mundo real. Nunca. Mas tudo mudou. Mudou simplesmente quando uma montanha-russa entrou dentro de mim. Era pó que entrava para os meus olhos, sempre. A escuridão era praticamente a minha casa, não havia mais luz. As coisas finalmente abrandaram, um tempo depois da reviravolta. Não voltei a ter alegria, como tinha dantes, mas voltei a ter um sorriso, ás vezes. Os amigos eram muitos falsos, interessados pelo que tinha. Essa era a realidade. Nada mais era como dantes, no mundo dos sonhos. Sonhos. Coisa que só acontecia á noite, quando dormia, mas mais poderia intitular-se de pesadelos pois a sua ausência marcava-me imenso. Mesmo. Agora sou o que sou. Um pouco feia. A minha face não era mais macia, nem branca. Era agora morena, com pontos negros e borbulhas. O meu cabelo é horrivel, as traças desapareceram. E isto é o que eu sou agora, uma rapariga infeliz pela sua vida. Uma rapariga mais conhecida por sara aicha...

 

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publicado por killua às 23:06
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